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Sou amante da boa leitura e tenho um fascinante interessante pela história da humanidade. Busco sempre conhecer a essência e não apenas o superficial.

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sexta-feira, 27 de dezembro de 2013

Um amor que valoriza cada ser humano




O Mestre se preocupava com todas as pessoas que sofriam. O amor que tinha por elas o incomodava. Ele gastava tempo procurando aliviar suas dores, resgatar sua auto-estima, estimulando-as a não desistir da vida. Desejava ardentemente que cada pessoa não se sentisse inferior diante do desprezo das dificuldades sociais que viviam.
A emoção do mestre era imensurável; a dos fariseus, estreita. Se alguém almejasse ser seu discípulo, tinha de alargar os horizontes do seu pequeno mundo e incluir as pessoas, tinha de se deixar ser invadido por um amor que o impelisse a cuidar delas.
Cristo dizia que os sãos não precisavam de médicos. Os fariseus, embora estivessem doentes em sua alma, se consideravam abastados, plenamente sadios, portanto não precisavam dele.

Para o mestre, o importante não era a doença do doente, mas o doente da doença. O importante não era o quanto as pessoas estavam doentes, o quanto erraram ou estavam deprimidas e angustiadas, mas o quanto elas reconheciam suas misérias emocionais. Os que tinham coragem para reconhecer-se doentes, sentiam mais o calor do seu cuidado. Os moralistas, por serem auto-suficientes, nunca se aqueceram com as chamas de sua emoção.

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